Catch Up

Alexander

Ele não é só gay, ele faz cara de gay, fala como viadinho, é todo sensível, e cheio de issues, além da expressão facial de guerra mais ridícula do mundo. E que sotaque de Sofia Loren é esse?

Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous

WTF!!!???11 Eu vejo muitos filmes ruins, muitos, e consigo me divertir com eles mesmo assim, eu tento, eu realmente tento, mas isso é de uma ruindade tão ruim que nem é ruim adequadamente, que nem pode ser apreciada por sua ruindade, porque até na questão de ser ruim, essa coisa fracassa. Típica coisa que jamais passaria pra filme se não fosse uma sequência caça-níquel. Eu entenderia se fosse algo feito pra tevê, mas não especialmente produzido pra cinema e distribuição mundial. Sandra Bullock está tão desesperada e pobre? Gastou tudo com craque? Nem as irmãs Olsen fariam algo assim. Hillary Duff, Lindsay Lohan? Hell, Paris Hilton não faria isso. (sorry, hon)

Super Size Me

Morgan Spurlock é nojento. Sério, ele é nojento. A história dele é nojenta. Eu nem quero falar disso. O pior problema com esses diretores de pseudo-documentários, além de serem geralmente nojentos e más pessoas, como Michael Moore, é que eles nunca conseguem falar a verdade, mesmo que a verdade esteja ao lado deles. Charlton Heston é racista, ele disse que o problema com a América era a mistura de povos, ele disse, você gravou. Por quê você precisa fazer uma estúpida montagem falsa dele dando as costas para a foto de uma menininha assassinada por arma de fogo? Pra que mentir quando a verdade já é conveniente, quando já deu pra deixá-lo numa situação bastante negativa? Pra que querer mais? Quando se usa esse tipo de truque, só me faz gostar mais do suposto inimigo. Ele é velhinho, deixa ele ser racista…

Então, é claro que McDonalds não é saudável, é verdade, por que mentir - ele mentiu numa série de dados e, também, uma mulher resolveu fazer o mesmo experimento que Morgan Suporlock, só que comendo saladas e, na verdade, emagreceu - pra provar algo verdadeiro? Por que exagerar e esticar e torcer a verdade? Dã. Sério, toda vez que Super Size está passando na HBO, eu sinto fome.

The Lady From Shanghai

Curiosamente passando agora no Cinemax, enquanto penso se devo ou não escrever sobre.. Filme estranho, dividido em dois. Na primeira metade do filme, fiquei olhando pra Rita Hayworth, tentando avaliar se o cabelo curto e louro era o melhor pra ela, do modo que o cabelo escuro sempre foi a melhor opção para Greta Garbo e os cabelos ondulados sempre fizeram bem a Marilyn Monroe. Deixa-a um pouco velha, o modo como o cabelo da Rita Haywort foi penteado, me lembrando Lucille Ball, que não tem muito sex appeal pra mim, mas mostra os ombros dela e ela tem bons ombros. Não sei dizer. Eu nunca vi Rita Hayworth com uma aparência perfeita em fotos, algo sempre está não-muito-bom, se não ruim. As sobrancelhas muito finas, o cabelo não penteado da melhor forma… E então, tem o sotaque irlândes falso do Orson Welles. Ele contava alguma história horrível sobre um tubarão e muito sangue e eu ria e ria e ria.

Só lá pela terceira parte do filme que realmente fica interessante, a partir de uma cena de tribunal, se não me engano (o Cinemax ainda não chegou lá) onde uma série de personagens peculiares aparecem, nem que seja por dois segundos. Apartir daí, o filme corre muito mais rápido, culminando na cena dos espelhos. Touch of Evil é bem melhor construído que Lady of Shanghai, mas, de alguma forma, segue a mesma medida de monótono-monótono-sensacional. Citizen Kane, que vi há muito tempo e não me lembro bem, também me parece assim agora. Teoria interessante a se desenvolver sobre Orson Welles. Assim como minha teoria de que nada que envolva surf, em seriados ou filmes, pode ser bom.

Teorias arbitrárias bem na tarde monótona…

Guilty Pleasures

The Whole Nine Yards

Fools Rush In 

Eu REALMENTE acho Matthew Perry muito, muito interessante e engraçado. E eu odeio Friends.

Aliás, Lisa Kudrow está numa série da HBO, chamada The Comeback, que é bastante sem graça e, mesmo assim, continuo assistindo. Não é nem mesmo a pleasure, mas é guilty.

Dúvidas

Quantos filmes dos anos 80 contém cenas em academia, alguém fazendo exercícios em casa enquanto assiste tevê ou homens usando shorts bem curtos pra corrida? Hoje de tarde, estava passando Three Men and a Baby, o mais sensacional é que Tom Selleck, de bigode, faz exercícios no seu apartamento de solteirão e depois sai pra correr com os shorts mais curtos do mundo, tão 80s. No próprio The Man Who Loved Women tem uma cena em que Burt Reynolds segue uma mulher até uma academia e espia uma aula de mulheres mexendo os quadris de cores fosforescentes e mullets bufantes.

Sério. Se eu fosse fazer uma sátira sobre os anos 80, as pessoas malhariam o tempo todo. Fariam abdominais em super-mercados, polichinelos em igrejas…

Quantos filmes apresentam personagens que não são policiais, médicos, professores ou qualquer outra profissão comum em filmes? Uma das maiores pequenas contribuições de Truffaut foram os personagens com trabalhos esquisitos. Até hoje não sei o que o personagem de L´Homme qui aimait les femmes faz. Só apareciam cenas esquisitas de uma fábrica genérica. O próprio Antoine Doinel passa por uma série de empregos estranhos, algo envolvendo manobra de mini-barcos em uma piscina gigante, por exemplo. Por que não deixar os personagens mais peculiares, interessantes?

 

*

 
Blogsome saiu do ar durante o fim de semana, mas está tudo bem agora. E algum dia eu dou um jeito nesse template. Escolhi um dos filmes mais difíceis do mundo para se encontrar boas fotos como nome e tema do blog, então deve demorar um pouco.

Hitch

Fresh Prince - Love is my life!

King of Queens - Love is your job!

Ugh…

The Man Who Loved Women

Adaptação do filme de François Truffaut, dirigido por Blake Edwards em 1983, com Burt Reynolds, Julie Andrews e Kim Bassinger…

É um sacrilégio…

De tempos em tempos, algum produtor americano tem a idéia de fazer uma adaptação de algo com outra nacionalidade que simplesmente não faz o menor sentido ser americano… Estou ficando reticente. No começo de Shall we dansu?, uma voz-over diz que o povo japonês, muito introspectivo e reservado, não lida bem com o contato físico, imagine com estranhos. Portanto, dançar, sendo um homem casado, com uma estranha, tocando-a, seria um escândalo social e uma traição para a esposa. Então aparece algum idiota com Shall we dance?, com Richard Gere, Susan Sarandon e, Jesus, Jennifer Lopez! A cultura americana é tida como uma das mais extrovertidas do mundo todo, não existe tensão alguma em tocar estranhos, dançar com eles, não faz o mínimo sentido. E então, para completar, chamam a Jennifer Lopez, uma das chicanas mais dadas do mundo… Suspiro…

E então tem The Man Who Loved Women… Não que não existam homens obcecados por mulheres nos Estados Unidos, mas L´Homme qui aimait les femmes faz sentido porque reflete o típico francês sedutor, o Pepé Le Pew… E você chama Burt Reynolds… E faz isso nos anos 80… E pra quê refilmar um filme de François Truffaut? Um dos melhores diretores da história do cinema? Blake Edwards é divertidinho, mas ele não é Truffaut… Seria como Kevin Smith refilmando Casablanca…

Eu nem quis ver Memoirs of a Geisha, e nem pretendo, talvez se estivesse passando Gummo em todos os outros canais, porque, eu imagino, é algo muito japonês, de alma japonesa… E chamam chineses para fazer, já que dá tudo na mesma… Refilmar The Searchers com a Ziyi Zhang no papel do John Wayne… Edson Celulari para próximo James Bond… Por quê precisa ser um inglês?

Quickies

Helter Skelter

Charles Manson usa baby-liss.

Jersey Girl

J-Lo acabou com Ben Afleck e, de alguma forma, com Kevin Smith.

Warm Springs

Sou digno, aleijado, minha mulher é dentuça e fez Sex and the City. E sou todo digno e respeitável e correto. E muito digno. Porque produções da HBO são muito dignas, os dentes falsos da mulher do Sex and the City são muito dignos, e ela é uma grande parceira, muito digna, mesmo tendo feito Sex and the City. Ai, caí de novo. Boohoo.

Superman Returns

Enquanto eu estava sentada no cinema, eu ficava pensando em Interview with a/the Vampire, em que Brad Pitt volta a ver o Sol por causa do cinema, especialmente, uma cena de Superman, não sei qual deles, com Christopher Reeves, e fiquei esperando pra sentir "aquilo", que eu estava presenciando um grande filme, cuja experiência de ir ao cinema vê-lo eu contaria para os meus netos.

Os créditos são muito, muito bons. A música, que graças a Deus, foi mantida do original, é sensacional - não existem mais trilhas como essa, pense na música de Senhor dos Anéis e na de Superman, ninguém se lembra da trilha de Senhor dos Anéis, o que é bom, ninguém pode cantarolar, ninguém pode usar Enya numa piada, como fizeram tantas vezes com Psicose, Star Wars e mesmo Superman. Aliás, esse é o critério de trilha muito muito boa, se ela é memorável o suficiente para stand-up comedians usarem-na - é algo especial ver e ouvir no cinema, mas ainda não é "aquilo".

O filme é muito melhor que Batman Begins, umas quinhentas e oitenta e três mil vezes, e muito melhor que qualquer outro filme de super-herói feito ultimamente, mas ainda não é superduper e, com certeza, não é um favorito de todos os tempos.

Eu gostei do roteiro, podia ser muito, mas muito pior, com exceção de uma cena em Superman espia Lois Lane e, com sua super audição, ouve Lois Lane dizendo que nunca o amou e ele faz um beicinho trêmulo e sai voando, chateado. Mas ok, não é terrível. Uma das coisas que gosto em Spiderman 2 é a idéia, não a execução da cena em si que ficou meio boba, dos cidadãos de Nova Iorque cuidando de Spiderman, depois que ele desmaia de exaustão (eu acho que era exaustão) do lado de fora do trem que impediu de descarrilhar. A mesma coisa acontece em Superman, não exatamente assim, mas a mesma idéia, e eu gosto, entre outras poucas coisinhas. Mas Superman é bastante fraco e feminino. Os olhos do Superman lacrimejam o tempo todo. Não tem uma divisão muito clara de Clark Kent e Superman como havia antes - claro, Clark Kent é bobão, mas Superman não deixa de ser bobinho ou, pelo menos, inseguro e meio adolescente. É um GRANDE problema, essa coisa da idade, já que, para estar de acordo com a história, os personagens deveriam estar com uma certa maturidade (que não está de acordo com as idades dos atores também).

Lois Lane parece uma adolescente, a voz dela é de adolescente e, no entanto, ela é uma jornalista ganhadora do Pulitzer, casada, tem um filho e amargou cinco anos de ausência de Superman - quantos anos ela teria cinco anos antes, a julgar pela aparência dela agora? 17?

Ahm. Kevin Spacey. Quando eu soube que seria ele o Lex Luthor, soltei um ruído de desaprovação, algo como eaaahhhm. Ele está ok, não está mal, passa quase desapercido, coisa que eu temia não acontecer, só que negativamente. Só não é carismático. Sim, eu sei, ele é um vilão, mas todo vilão tem que ser carismático ou pelo menos inspirar uma relação amor/ódio, como Jack Nicholson interpretando Joker - não era sensacional? - Kevin Spacey é ok, você nunca acredita que ele seja mau-mau-mesmo, é ok…  Eu gostei das roupas dele.

Ah, Parker Posey. O problema com Parker Posey é que ela faz filmes independentes bastante cínicos e   falsos, não é muito humano, de forma que quando ela chora, eu não conseguia acreditar, seria como ver John Cleese chorando ao ver uma criança faminta. Sei que ela deveria se parecer com uma caricatura, mas ela é importante, ele sente pena do Superman, mas não dá pra acreditar. Vários e vários takes dela com lagriminhas na bochecha, mas é muito, muito estranho. Mais ou menos como Jack Black em King Kong, não parecem pessoas reais, sendo que deveriam ter algum sentimento, e simplesmente te distraem do filme inteiro - o que aquela pessoa faz ali, que tem uma atuação tão diferente do resto dos atores?

E então, Brandon Routh. Aparentemente, estou ficando obcecada em como as pessoas não sabem gritar e o quanto isso é importante. Brandon Routh não sabe gritar de dor. Ele mantém toda a parte do rosto, do nariz pra cima, imóvel, e só deixa cair o queixo e faz ahhh, nada acontece com as sobrancelhas, a testa fica relaxada - não parece estar doendo. Mas não é de todo ruim, sim, é bastante feminino e adolescente, a forma como ele sofre por se sentir sozinho (que não foi bem executada durante o filme todo), como ele fica chateado por causa da Lois Lane, quase como eu!, uma garota… Super Dude, you´re Super Man! Sack up, ho! Não que ele não devesse sofrer, mas sofra como homem, sem beicinho. Eu não consigo pensar numa alternativa melhor para o papel de Superman, mas é por falta de alternativas mesmo. Precisava ser um rosto desconhecido, sim, mas alguém mais velho e mais maduro, que realmente pudesse expressar todos os sentimentos que ele tem relacionados ao pai, ao seu planeta, a sua solidão em um planeta desconhecido. Eu sinto falta do Christoher Reeves…

O filme é cheio de idéias legais mas que não foram muito bem executadas, que não tornaram o filme maravilhoso e memorável como devia ser (é Superman!, precisava ser um clássico!) Não é ruim, mas podia ser muito, muito bom.

Eu realmente não entendo como as pessoas e os críticos estão reagindo exageradamente bem ao filme. Eu acho que todos perderam o costume de ver um filme muito, muito bom, depois de, bom, Batman Begins e coisas assim, e agora qualquer coisa minimamente boa, vira uma sensação. Vocês realmente imaginam Superman Returns em uma daquelas vinhetas em uma cerimônia do Oscar daqui a cinquenta anos? Vocês realmente acham que o filme é assim memorável?

Hudson Hawk

Muito melhor que Da Vinci Code, muito mais inteligente do que qualquer filme de roubo feito em dez anos.
Bruce Willis, eu te adoro.

Donnie Darko

Desde que as pessoas burras descobriram (é recente) o "você não gostou porque não entendeu o filme", eu me sinto envergonhada em usar o mesmo argumento, mesmo que seja verdadeiro. Eu vi muitas pessoas burras dizendo que as pessoas não gostaram de Matrix Reloaded/Matrix Revolutions/Da Vinci Code porque não entenderam. Eu me pergunto (não muito) o que essa gente entende de Matrix Reloaded/Matrix Revolutions/Da Vinci Code e penso, good for you, little Timmy, good for you. A verdade é que alguns filmes precisam ser explicados. Ou o filme não é claro o suficiente, ou as pessoas que são burras. Eu penso que as pessoas que são burras, sempre, apesar de existirem filmes que se perdem dentro deles mesmos, mas não é o caso de (olha como eu consigo fazer uma crítica típica, "mas não é o caso de") Donnie Darko. Você precisa de algum cuidado e alguma sensibilidade pra assistir e conseguir entender toda a idéia do filme, mas não é muito, as pessoas que são muito burras e que não gostam porque não entendem *blushes* É muito legal assistir o filme, visitar o site, e descobrir que todas as histórias continuam depois do filme e que elas tinham um passado, ou seja, que foi criado um universo ao redor do filme quase feito de pessoas verdadeiras e fatos verdadeiros. A escolha da história se passar nos anos 80 porque o público alvo (e mais capaz de compreender o filme) pode se familiarizar ao período, as músicas que se ajustam perfeitamente às cenas e não são apenas músicas-dos-anos-80, todos esses aspectos levados em consideração, aparentemente com cuidado e carinho. Recomendo assistir várias vezes, porque além de divertido, é sempre diferente e você nota um outro detalhe (detalhes, detalhes) que fazem você se apaixonar de novo, depois de já ter entendido o filme e de já saber o que acontece. Legal ver Donnie levando a namorada pra ver Evil Dead no cinema, que também tem viagem no tempo, além de The Last Temptation of Christ, que tem relações ainda mais profundas com o filme. Da última vez, prestei mais atenção a um diálogo dos pais de Donnie, no quarto do hotel, logo depois do acidente com a turbina. Eles se lembram de um colega de escola, chamando Frank (Frank!) Feedler, que havia morrido, e a expressão da mãe, ao ouvir seu nome, é bastante emocionada. No final do filme, Gretchen acena para a mãe de Donnie, como que em agradecimento e reconhecimento, e a mãe responde, calmamente, como se…

City of Angels

Existem motivos certos e errados para se gostar ou desgostar das coisas. Conheci a mãe de uma amiga, crente, mora no interior, que não gostou de City of Angels porque achava um absurdo os anjos usarem preto. Concordo em parte, não pelos casacos pretos de góticos, mas pela aparência dos anjos, e todo o conceito deles, serem mesmo errôneos. Havia uma cena em que mostravam diversos quartos de hospital onde um anjo sempre fazia companhia a algum paciente e em um dos quartos, um anjo observava a televisão com o queixo caído - porque os anjos são tão fascinados com o nosso mundo, que eles realmente preferem ficar longe de Deus pra poder saborar um taco. Eles pareciam todos retardados. Mais superficialmente, na primeira cena em que Nicholas Cage e Meg Ryan conversam, ele está com uma camisa (preta, é claro) meio decotada, exibindo uma quantidade exagerada de pêlos no peito. Talvez eles tivessem achado que era importante eu conhecer os pêlos do peito do Nicholas Cage pra poder justificar a Meg Ryan ficando toda excitadinha e tomando um banho sexy enquanto pensa em Seth, o anjo sexy do peito cabeludo com cara de débil mental. Eu nunca, nunca, nunca mais consegui ver um filme do Nicholas Cage sem odiá-lo profundamente depois desse filme (e, suponho, não é bom conseguir esse tipo de resultado se você interpreta um anjo romântico e safadinho com peito cabeludo e coxas torneadas). Sempre, em qualquer filme, por mais diferente que fosse, que eu notava uma leve semelhança àquelas feições, aquele uso romântico das sobrancelhas e do olhar lânguido (mas sexy), a boca entre-aberta ad infinitum, eu odiava o filme. Odiei Adaptation, Matchstick Men, 8mm, etc., e odiaria ver um Superman calvo, com olhar lânguido e a boca entre-aberta. Nicholas Cage é o anti-Bruce Willis (porque é legal dizer coisas arbitrárias como Meg Ryan é a anti-Monica Bellucci, o que realmente é)… Então, você tem um homem não muito masculino e simplesmente ridículo e uma mulher não muito feminina e só… boba. Todo mundo acha Meg Ryan uma graça (a antiga Meg Ryan, não a Meg Ryan cheia de botóx que, agora, é apenas assustadora) mas é como se fosse um poodle tingido de cor-de-rosa, com cheiro de algodão-doce e com um unicórnio das cores do arco-íris como amigo imaginário. É demais, e tão não sexy. Mesmo assim, todas essas razões superficiais para não se gostar do filme não são as razões corretas para odía-lo. A personagem da Meg Ryan é uma imbecil, os anjos são imbecis, os diálogos, e, claro, Nicholas Cage é um imbecil - se ele fosse um Superman, eu ia torcer pro Lex Luthor que, se o casting fosse inteiramente apropriado, seria interpretado pelo Chris Tucker, ou a própria Meg Ryan.

Al Pacino

Está passando Dog Day Afternoon, no Cinemax, e percebi o quanto Al Pacino não tem idéia sobre o que é legal nele mesmo. Al Pacino, líder de um assalto a banco (Quantos filmes de assalto a banco, ou assaltos em geral, foram feitos nos 70s? E, especialmente, quantos desses bandidos eram baixinhos?) dá pulinhos levemente desajeitados tentando jogar o spray de tinta nas câmeras. É sensacional. Com um ou dois pulinhos, senti toda a simpatia que deveria sentir pelo personagem, logo no começo do filme. Al Pacino deve achar que o momento mais legal do filme é quando ele grita para as multidões, "Lembra-se de Attica", repetidas vezes. Al Pacino grita muito. E cada vez mais. Não consigo ver nenhum trailer de filme novo em que ele não grita e, provavelmente, não oferecem mais papéis a ele a não ser que haja um grito importante. Tanto Al Pacino como Dustin Hoffman ficaram com as vozes grossas e bastante gastas, mas eu realmente não vejo o Dustin Hoffman gritando por aí e acho que ele sim descobriu a graça de pulinhos desajeitados e detalhes em geral. Al Pacino ficou muito teatral.

Catch Up

Gothika / Greek Major House, Wolf Creek Manor, Cold Cry Wolf (?)

Das regras mais estúpidas para se fazer um filme de terror, a de que você precisa de uma garota que saiba gritar é a mais correta. Sério, você não pode colocar uma atriz ganhadora do Oscar pra fazer um filme de terror se ela não sabe gritar. Não me entenda mal, ambos filmes são tão ruins que nenhum tipo de grito poderia salvar, mas é tão básico e tão lógico em um filme de terror, alguém que grite bem. Halle Berry e Sharon Stone não sabem gritar. Eu não sei o que Sharon Stone sabe fazer, não mais, mas elas não sabem gritar. Um dos primeiros sustos em Cold Creek Manor envolve um grito da Sharon Stone e é risível. Sharon Stone tem um espamozinho e agita as mãozinhas no ar e, acho, tenho quase certeza, fica vesguinha e grita. Caí na risada e não consegui ver o resto do filme. Gothika eu vi inteiro, infelizmente. O grito da Halle Berry é annoying. Em uma cena, Halle Berry, de carro, não pára de gritar. Desejei que ela fizesse o papel de Tina Turner e que o filme se concentrasse bastante tempo na relação dela com Ike.

Boogie Nights

Eu adoro tantas coisas nesse filme. Coisa interessante para se fazer, assistir do começo ao fim, pausando para anotar coisinhas legais e fazer uma lista imensa e concreta de porquê o filme é bom. No momento (pois passa agora, pela trigésima vez, no Cinemax Prime e eu preciso falar bem de algo) é a cena do Don Cheadle escolhendo donuts, um monte de donuts, de chocolate, com confeitos de Natal, etc., para depois estar coberto de sangue assim *estalando os dedos*. E o terno branco é genial.

Catch Up

Cheaper by the Dozen 2/ Big Momma´s House 2

Jesus Cristo. Steve Martin caindo com as pernas abertas numa tora e Martin Lawrence vestido de águia. Jesus Cristo. Piadas com saco não tem mais graça, a não ser que aconteça com algum conhecido em alguma situação corriqueira - tipo, o vizinho, cai com as pernas abertas numa tora estranhamente colocada no elevador - ou com pessoas muito sérias e dignas. George Clooney raising issues e caindo com as pernas abertas numa tora. Há cada ano que passa, eu odeio mais e mais o Steve Martin. A Pantera Cor-de-Rosa foi demais. Ele está morto pra mim. Não importa o que fez no passado. Filmes com Bonnie Hunt. Jesus Cristo, te odeio, Bonnie Hunt. Algo engraçado acontece com Bonnie Hunt, ela é o exato oposto de Paris Hilton - que odeio igualmente - e tudo que Bonnie Hunt precisava ser era ser um pouco mais Paris Hilton, assim como Paris Hilton precisava ser mais Bonnie Hunt, dormir de calçola e tal. Quase não falei do Martin Lawrence porque é bobagem. Antes tinha uma competição. Martin Lawrence/Chris Tucker/Chris Rock - o único que faz algo que presta é o Chris Rock. O que aconteceu com os outros? Acho que o Chris Tucker depôs no julgamento do Michael Jackson. Ou foi o Martin Lawrence? Quem se importa?

Princess Diaries 2

Jesus Cristo, Julie Andrews está desesperada. Gastou todo o dinheiro com crack e agora precisa fazer isso. Princess Diaries, que é como What a Girl Wants(Needs?) e outra dúzias de filmes, é assim: Garota americana precisa de Julie Andrews pra aprender que não se assoa o nariz nas cortinhas do palácio. Garota americana, com seu jeito despojado, traz alegria e vida para a vida monótona inglesa ou whatevah. No final, tem uma cena de um mordomo inglês dançando rap e dizendo "delightful!". Isso é ainda pior, porque eles não tem respeito pela Julie Andrews e fazem ela cantar (e tentar dançar) atrocidades. Oooh, delightful! Jesus Cristo.

Filme que não sei o nome em que a Kate Hudson é uma agente de moda e de repente recebe a custódia de três crianças - como ela irá conciliar o mundo da moda com essas adoráveis crianças aprontando uma série de confusões?

Jesuuuus, como isso é ruuuuuim! A chefe da Kate Hudson, que é uma atriz respeitada - também gastou tudo com craque, não é possível - é toda entojadinha e se afasta porque uma criança se sentou do lado dela em um desfile, hiper vilã de novela. Aí a criança vê, do outro lado da passarela, a Paris Hilton (!) segurando um cachorrinho e resolve cruzar a passarela pra brincar com o cachorrinho e ela faz um modelo tropeçar e cair em cima da platéia e aí a Kate Hudson aparece e pega a criança no colo e faz uma dancinha na passarela, pra distrair o pessoal. E aí ela é despedida. E ela conhece um pastor luterano e é nojento e horrível e as crianças são detestáveis, de-tes-tá-veis. Tem uma garota adolescente que me fez repensar minha vontade de ter filhos. E a Kate Hudson está em dúvida entre sua carreira ou os malditos pirralhos. Não sei qual o dilema.