RGB

É terrível, mas eu não consigo assistir Hero sem pensar em comercial de impressora.

Ad infinitum

Passei a tarde de ontem assistindo filmes com Selton Mello, que não é de todo má pessoa, nem mesmo o pior ator do mundo, mas, Jesus. Estava procurando saber mais sobre Guel Arraes (sabe-se lá pra quê) e assisti Lisbela e o Prisioneiro e Caramuru, que nunca vi ou quis ver. É, claro, todo mundo já viu O Auto da Compadecida. Lisbela é passável. Eu queria socar a Deborah Falabella - nenhuma Débora, ou variações de Débora, presta - mas ok. Caramuru é tão ruim que eu não pude ver até o final. Me cansei de Lenine - quem não se cansa de Lenine? - e de Camila Pitanga, Débora Secco (ugh!) e Selton Mello, de novo. Quando percebi que o narrador de Caramuru era a voz de Marco Nanini, que também está em Lisbela e Compadecida, gritei com os punhos para o alto, na frente do aparelho de DVD, "MEU DEUS! NÃO TEM MAIS NINGUÉM?"

O pior de se assistir filmes brasileiros é reconhecer os mesmos tipos que fazem ou fizeram mil novelas - eu não suporto mais olhar para os rostos deles. Eu juro que se encontro a Débora Secco dou um soco no queixo dela, não sem antes gozar daquela capa de revista que a mostrava chorando porque não sei quem chutou ela.

Tenho impressão de que americanos não se sentem assim. Que eles não se cansam de Scarlett Johansson aparecendo em filme atrás de filme, revista atrás de revista e canais inteiramente dedicados à fofoca. Eles têm rixas pessoais, como com Kirsten Dunst. Até hoje, nunca encontrei nenhum blogueiro americano que não detestasse Kirsten Dunst - e fazem muito bem. Mas eles não se importam que Tim Burton trabalhe DE NOVO com Johnny Depp.

Por quê?

Não me imagino cansada depois de uma tarde com Cary Grant, ou mesmo Marilyn Monroe que, dizem, e não é totalmente verdade, não era boa atriz, mas não querer passar uma tarde com Marilyn Monroe é muita viadagem (até mesmo para mulheres). Não me imagino cansada depois de uma maratona de Howard Hawks, ou mesmo Quentin Tarantino. Quer dizer, me imagino cansada no final, mas, pelo menos, feliz.

Isso acontece porque o os tiques nervsosos do cinema brasileiro, os atores brasileiros são enervantes. É como falar com um gago, ouvir a mesma sílaba do começo de uma palavra (e nem é uma palavra muito boa) durante quinze minutos. Cansa. Por isso. Porque mesmo em filmes ligeiramente decentes, como Lisbela, que é até bonito ao lidar com as cores (isso é novo no cinema brasileiro, combinar cores, geralmente é tudo amarelo, você sabe, por causa do sertão, ou tudo cinza, por causa da favela ou dos garotos de rua, temas urbanos, ou tudo verde, chega de verde!) mas, ai, pra quê fazer Compadecida de novo? Por que nordeste, de novo? Selton Mello. De novo. Jorge Furtado. De novo. O cinema brasileiro é enervante. Essa é a palavra.

Quero passar anos sem ouvir sobre Selton Mello, que era a melhor coisa em Lavoura Arcaica (que também não consegui ver inteiro) porque não é grande coisa ser o melhor em Lavoura Arcaica, de jeito nenhum. É como ser a mulher mais bonita em um baile funk. Ou, para continuar com o cinema, o melhor filme nacional…

Oooof

Template novo, graças à Deus (tá, e ao Ulisses e ao Jeferson).

Sintam-se livres para divulgar. Agora, não sinto mais vergonha ^^ 

 

P.S.: Comentários necessitam de moderação. 

Serial Serial

Dexter

O que me faz esnobar CSI, entre outras coisas, são as supostas frases de efeito. Típica situação; eles acham um corpo, Grissom se debruça sobre o cadáver, segurando uma lanterna minúscula ou algum outro equipamento clubber, e diz "It looks like we have some homework to do". É horrível.

Eu me lembro que em Seven, Brad Pitt está com Morgan Freeman em um necrotório, olhando um corpo, e Brad Pitt diz algo como "Ladies and Gents, we have a homicide!" e Morgan Freeman olha pra ele como se dissesse "que idiota". 

Dexter é um pouco melhor que CSI - eu sempre quis que o Grissom se revelasse como um maluco - mas não é muito bom. 

A idéia é boba, um serial killer de serial killers, UAU!, e tem os diálogos, que são horríveis, e a voz-over , "My fosters parents are dead. But I didn´t kill them. Honest", e, Jesus, os atores e os personagens - não Dexter, mas todos ao redor.

Um policial que fala meio espanhol, meio inglês - interpretado por um ator que, geralmente, faz italianos - é a coisa mais enervante do mundo. Metade dos Estados Unidos é chicana e a maioria deles fala inglês normalmente e sem sotaque, eles não dizem "over here, señor", isso é estúpido. 

Então, você tem um outro policial, um negro ameaçador que não tem uma fala sem palavrão - UAU!, de novo, isso que é caracterização, huh?

E tem a namorada do Dexter, que é das piores atrizes que já vi, que é uma alma torturada e parece torturada o tempo inteiro. Um segredo: A maioria das pessoas com grandes pesares agem normalmente a maior parte do tempo, ainda mais quando lidam com outras pessoas - porque elas tem de esconder que estão vulneráveis, etc, etc.. 

Fora tudo isso, já deu pra perceber tudo, com um episódio. O pai adotivo pergunta a Dexter, quando criança, se ele realmente não se lembra de nada antes de ter sido adotado… Ah, ok, os pais biológicos dele foram matados brutalmente e é por isso que ele sente necessidade de matar assassinos (provavelmente, no último capítulo, ele encontra o assassino dos pais dele e tem dúvidas morais se deve ou não matá-lo). The end. Idiota. *suspiro*

Mas é melhor que CSI. 

Infernal Affairs

Eu vi e não acho que vai dar certo na versão americana, The Departed. O filme é bastante bom, mesmo. Apesar da sinopse parecer bastante americana, eu não acho que possam dar o mesmo tom, ou mesmo melhorá-lo. Primeiro, porque eu não acredito que uma organização criminal americana possa ter o costume de chamar uns aos outros de "brother" e tratá-los como tal - isso é essencialmente asiático e extremamente importante no filme.

Mais comparações quando eu ver The Departed. 

Takeshi Kitano

Apesar de Takeshi Kitano ser um dos poucos asiáticos que conseguiram colocar, pelo menos, dois filmes dentro de uma Blockbuster comum (Brother e Dolls, sempre lá, disponíveis na seção de "interesse especial"), é incrível como é inacessível.

Takeshi Kitano, contando com seu último filme, fez doze filmes e temos três lançados em dvd - não sei se Zatoichi está na Blockbuster, mas suspeito que não.

Não é tão arsty-fartsy, não é totalmente oriental e incompreensível para o nosso público - por que isso acontece? 

Eu puxei (eu tive de puxar) Hana-bi e Kikujiro. Ainda não vi Kikujiro, mas, no total, consegui ver quatro filmes de Takeshi Kitano - wow! Violent Cop está nos 49,2%.

É lindo. Sempre que assisto um filme de Takeshi Kitano, penso que é fácil fazer um filme. Que não é necessário ter uma história, só fragmentos e imagens bonitas, que as pessoas vão carregar o filme nas costas - a cena, em Hana-Bi, em que Kitano, completamente calado, leva até a mesa um prato de doce para sua esposa e um bolo com um morango no topo para ele mesmo, e ela rouba seu pedaço de bolo e coloca apenas um morango no lugar, é tão linda (e tão simples).

De alguma forma, Takeshi Kitano e Lars Von Trier tem um conteúdo ligeiramente semelhante - o sacrifício que alguém comete por outra pessoa. A diferença é que Lars Von Trier o faz de modo apelativo e nojento. Takeshi Kitano realmente acredita que o sacrifício é natural e, apesar do que exibe, não-violento. É maravilhoso.

Ao mesmo tempo que parece ser fácil fazer um filme, também parece extremamente difícil fazer um filme como Kitano - que também é um dos melhore atores do mundo, mesmo com metade do rosto paralisado, que faz parecer fácil atuar e não é. Bill Murray atua como Kitano, completamente parado, sem contorções faciais e exageros - e não é sensacional? Poder transmitir tanto com tão pouco na superfície, com, aparentemente, tão pouco esforço?

Ah, me sinto tão bem quando olho pra Kitano e tenho tanto medo porque ele já está numa idade relativamente avançada… Li na Wikipedia que a paralização do rosto dele se deve a um acidente de moto que, mais tarde, ele teria dito ter sido uma tentativa de suicídio. Comentei com uma amiga, que me perguntou se eu sabia o motivo dele ter querido morrer. Eu não sei, meu Deus, como ele poderia?

Também li que enquanto ele se recuperava, ele começou a pintar. Hana-bi exibe muitas de suas pinturas e não como um pintor exibindo seus trabalhos, querendo mostrar como ele é sério sobre sua arte, mas como uma criança esperta comparando formas.

Fiquei contente quando reparei que a história do personagem em uma cadeira de rodas que começa a pintar era a própria história Kitano. Quem teria sido que lhe deu todo o material de pintura? Quem que lhe incentivou? 

Sacha Baron Cohen

Já é meio absurdo que filmes asiáticos, porém extremamente comerciais, como The Shutter, demorem dois anos pra chegar no Brasil, mas eu realmente não entendo porque a HBO não exibe Da Ali G Show e decide perder tempo com o embaraçosamente não-engraçado The Comeback (que veio com um ano de atraso).

Pelo pouco que vi no youtube, Sacha Baron Cohen é o que há de melhor em questão de humor agora. Para quem não sabe, ele tem dois personagens principais - Ali G, um rapper ignorante, e Borat, um repórter machista e anti-semita do Cazaquistão. O filme em que Borat vai até a América para aprender seus costumes deve vir pra cá quando? Um ano, dois?

A HBO está sendo muito estúpida se não já estiver planejando exibir Da Ali G Show (programa em que Borat também aparece). Recentemente, o presidente do Cazaquistão foi visitar Bush e promoveu propagandas que conscientizam o resto do mundo sobre o Cazaquistão, dizendo que eles não são como Borat os retrata (intolerantes e, basicamente, estúpidos).

Em resposta, Borat colocou um vídeo na Internet dizendo que não tem ligações com "esse sujeito chamado Sacha Baron Cohen" e que apóia a decisão do seu governo de "processar esse judeu". 

Enquanto as pessoas ainda comentam sobre o incidente com Mel Gibson em que, preso dirigindo bêbado, fez comentários anti-semitas, Borat é o ideal do que todo comediante deveria almeijar agora. Eu me pergunto o que Larry David, Jerry Seinfeld e Woody Allen pensam dele e acho que devem adorar - você sabe, apenas minorias podiam falar delas mesmas e aqui acontece o reverso. Apesar de Cohen ser judeu, ele se veste como alguém que os odeia e faz os comentários mais ofensivos e absurdos, é inacreditável.

Agora, aparentemente, Sacha Baron Cohen vai estar em Sweeney Tood, futuro filme de Tim Burton com Johnny Depp. Eu acho sensacional.

Links (os dois valem muito a pena): 
Trailer 1 do filme Borat
Trailer 2 do filme Borat

P.S.: Borat apresentou o MTV Europe Music Awards, em 2005, em Lisboa. Entre outras coisas, ele chamou ao palco as Pussycat Dolls pelo apelido de "international singing prostitutes" - você tem de respeitar o sujeito.

The Black Dahlia

Eu tive um professor horrível que dizia que a linguagem audivisual é essencialmente referencial - é, e também não é. Basta fazer um filme que se pareça com algo que teve sucesso e pronto? Se fosse tão fácil, por que todo mundo não faz? Por que meu professor não fez? Por que ele não copiou John Woo?

As pessoas, e muitos profissionais do meio, acham que cinema é muito fácil. Seria pura aleatoriedade quem faz e quem não faz sucesso? Claro, existem casos de injustiças que ninguém conhece e justiças demasiadas (especialmente entre brasileiros). Mas eu não acho que fosse o caso do meu professor - ele só não tinha sensibilidade mesmo.

Senti inúmeros deja vus enquanto assistia The Black Dahlia e fiquei furiosa comigo mesma por esquecer a lista de filmes que eu tinha feito mentalmente. Também, por medo de errar, já que não tive o melhor ensino, vou evitar mencionar muitos títulos, mas, com certeza, me lembrei de um filme do Fritz Lang, provavelmente com Gloria Grahame, ou Glenn Ford, ou ambos, que já me perdi da história completa e do nome.

A questão não é muito dizer o que é de cada filme em The Black Dahlia, mas que tudo é um clichê.

Scarlett Johansson força uma voz mais suave, menos rouca e mais fina - a orientação é bem-vinda e bem intencionada, o resultado é que eu sinto falta da Scarlett rouca e tímida e com um tom mais escuro de cabelo de Lost in Translation. Não haveria como evitar que Scarlett se tornasse o que é hoje - a loira sexy - mas Charlotte foi quem começou tudo e sempre que a vejo em outros filmes, procuro por rastros de timidez e sarcasmo, que não encontro mais. É triste. Sobrancelhas perfeitas. Mas é triste.

Josh Hartnett foi contratado, provavelmente, por causa de Sin City - seu voz-over é poderoso - e segue a mesma linha de homem/garoto atraente e carinhoso mas que se prova mortal. Claro, aqui ele é o elemento puro, ele tem caráter, que ninguém mais tem, mas isso vai mudar. Eu acho que ele é um ator muito bom. Pelo menos, tudo que vi dele até agora, tinha qualidades. Ele não tem o físico perfeito, muito novo e muito magro para se passar por um boxeador, mas eu acho que ele pode ser ótimo quando ficar mais velho, com rugas estrategicamente colocadas nos cantos dos olhos e vincos nas bochechas.

Hilary Swank é um mistério pra mim. Será que ela está bonita? Será que ela é bonita? Em algumas frações de segundos, ele fica magnífica e então, o rosto dela se contorce e fica horrível. Um mistério. Uma das características mais marcantes do cinema noir (pelo menos, pra mim) é que nem todas as suas mulheres eram exatamente bonitas. Eram atraentes, mas não bonitas. Gloria Grahame é bastante esquisita, se você for analisá-la. A escolha de Hilary Swank para seu papel é Ok pra mim, até mesmo adequada.

Eu não poderia, jamais, contar a sinopse do filme. É importante assistir sem se importar muito. A verdade é que, lá pelo final, estavam mencionando alguém chamado Charlie e eu estava completamente perdida - Quem é Charlie? Ah, é ele, aquele lá.

Assim que os casos começam a aparecer para os dois policiais/boxeadores, Mr. Fire e Mr. Ice (muito legal) eu vi que era necessário me desligar do que estava acontecendo e aproveitar as imagens. Brian De Palma parece soltar nomes apenas porque eles soam legais. Nash… E, por alguns segundos, imaginei uma entrevista muito franca, "Eu adoro o nome Nash, uso sempre que posso, pena que é tão datado e noir".

É tudo muito bonito, nada exagerado, nada estamos-reconstruindo-o-noir-behold!, mas muito bonito e visualmente acessível - não é excessivamente estilizado como Sin City (que gosto também, mas como dois irmãos muito diferentes vindos do mesmos pais).

Encontrei com amigas na saída do filme. Elas estavam na fila da entrada para The Black Dahlia. Eu disse brincando que contaria o final a elas. Percebi agora que não posso contar o final, porque não sei, de fato, o que aconteceu. É vergonhoso. Mas eu não entendi a trama. Assisti ao filme com três pessoas muito mais inteligentes que eu, e eles também não entenderam. Há um certo excesso em reviravoltas (como com Femme Fatale) mas filmes noir são, às vezes, longos assim.

Sinto que estou desculpando um série de coisas no filme porque "o noir é assim", mas é questão é que é assim mesmo. Com triângulos amorosos, rivalidade entre loira/morena, policiais corruptos e tudo mais… Até as formas com que Brian De Palma encerra sequências (com a próxima cena "cobrindo" a anterior, da esquerda para a direita) e usa fusões do rosto do ator com o que há em sua mente são noir. Como eu posso não gostar de algo tão noir em 2006?

Existem problemas de adaptação. É, simplesmente, muita coisa, muitas idas e vindas. Mas visualmente é perfeito. Escadarias, novamente, e sombras, especialmente sombras, sendo importantes na narrativa, como sempre aconteceu no, advinhe, noir. 

Em dado momento, Josh Hartnett discute com Hilary Swank. Ele sentado, ela de pé. A câmera se concentra no nível de altura de Josh Hartnett, mas sobe para Hilary Swank. Isso é estranho porque, geralmente, o campo e o contra-campo de uma cena estão sempre no mesmo eixo, na mesma altura. Ele subiu a câmera para mostrar o lustre, para mostrar a luz descendo com suas grandes arestas e poder mostrar os cantos superiores cobertos de, o quê? SOMBRA! N-O-I-R! 

O som é sensacional. Você pode sentir os socos e os tiros parecem danificar a audição. Nunca estive na presença de um tiroteio, mas tenho impressão de que todo o corpo demora alguns segundos para lidar com todo aquele barulho e isso acontece na sala de cinema.

Ótima experiência, pena que não sei lhe contar a história - não gozem de mim, quem entendeu. 

The Departed

Primeira crítica negativa que leio sobre The Departed e eu quase sempre acredito mais em críticas negativas do que positivas.

A crítica vem de um blog que comecei ler há pouco, mas que já deu pra notar que o autor é alucinado por filmes asiáticos. The Departed é uma refilmagem de um filme chinês e, talvez, seja por isso que ele prefira o original, mas ele também consegue escrever sobre alguns pontos bastante relevantes.

Eu não gostei de nenhum dos últimos filmes de Martin Scorsese, apesar de gostar dele como pessoa - sim, como pessoa - especialmente depois de ter visto o documentário Scorsese on Scorsese.

Todos seus filmes parecem ser experimentos científicos, ele é um estudioso. Talvez, por isso mesmo, as coisas não têm dado certo ultimamente. Quentin Tarantino tem um conhecimento quase mediúnico de cinema, ele sente o que precisa ser feito. Scorsese precisa assistir filmes atrás de filmes e estudar formas de edição e criar uma duração perfeita pra cada cena - aparentemente, as pesquisas podem dar errado.

Baseado em nada muito lógico, mas puramente sensorial, eu acho que Scorsese jamais voltará a ser o que ele era - Taxi Driver e Mean Streets, principalmente. Primeiro, porque agora ele precisa de um Oscar. Segundo, porque resolveu se aliar a figuras como Leonardo Di Caprio - que é um jovem ator muito talentoso, mas não é nem mesmo um "homem" em todos os sentidos da palavra. Terceiro, porque ele cansou de lidar com a comunidade italiana como tema e agora ele quer "grandes" temas, com "grandes" homens e "grandes" histórias. Quarto, porque a Nouvelle Vague já foi esquecida (Mean Streets é como se fosse Les 400 Coups 2, com italianos). Quarto, porque não, porque o cinema americano está, basicamente, em crise de identidade - não sei, ainda preciso ver The Black Dahlia.

Grind House Trailer

Saiu no youtube o suposto trailer do Grind House, projeto Rodríguez-Tarantino de sangue, violência, horror e tudo que há de bom no planeta Terra - pelo menos, o trailer da parte do Rodríguez, "Planet Terror", porque Tarantino ainda deve estar filmando "Death Proof". Digo "suposto trailer" porque, no meio do vídeo, há um mini-trailer de "Machete" e nota-se que ele não tem nada a ver com "Planet Terror". Tarantino e Rodríguez disseram que rodariam trailers de filmes falsos para passar entre seus dois filmes e esse segmento parece ser um deles. Não parece ser oficial, mas mais uma edição das imagens que conseguiram reunir até agora, o que não deixa de ser bom, muito bom.

P.S.: A música é bastante Sin City. 

Scarlett Gladiatrix

Depois de Scoop, Black Dahlia e The Prestige (todos de 2006), Scarlett Johansson já está com 5 filmes anunciados para 2007, segundo o IMDb. Jeez, quanta Scarlett Johansson! Mas ela é Scarlett friggin´ Johanson! trabalhou com Sofia Coppola, Woody Allen (duas vezes!) e Brian De Palma, além de ser a pessoa mais sexy viva, é ótimo aproveitar o momento e tal.

Alguns do projetos futuros são estranhos, eles não tem diretor contratado ainda, nem mesmo elenco completo, só Scarlett Johansson, mas o plot de um deles, Amazon, é que me preocupa:

"A gladiatrix exacts vengeance on an army that destroyed her homeland."

Jeez…

*

Fora isso, ela não se parece com Sharon Stone aqui, digo, quando ela ainda era bonita e fuckable e tal? Hmm. Sharon Stone só fez uns dois filmes por ano, a partir de Basic Instinct, até praticamente desaparecer ou aparecer em algum lixo. Ela devia ter aproveitado mais.

Não quero dizer que Scarlett Johansson é a Sharon Stone de hoje porque eu não quero que aconteça com ela o que aconteceu com Sharon Stone, mas e se acontecer? 

O idela seria:

a) Que ela morresse tragicamente jovem se tornando uma lenda (Marilyn Monroe, James Dean).
b) Que ela se casasse com um príncipe, tivesse filhos e netos, envelhecendo muito bem e usando uma coroa (Grace Kelly)
c) Que ela ficasse tão cool, mesmo gorda e velha, que ninguém se importaria, como o que aconteceu com Marlon Brando, mas não aconteceu com Elizabeth Taylor (difícil de se encontrar casos femininos)

Eu estou, muito precariamente, tentando ajeitar o template deste. Por "eu" e "tentando ajeitar" e "o template", quero dizer que estou recrutando amigos para mexer nessas coisas complexas. Dou a senha e tudo - como um bebê sem fralda, todo sujo de talco de mil tentativas fracassadas - toma, dá um jeito.

Eu queria, de verdade, levar este blog muito mais a sério (que estranho, "blog a sério") do que tenho levado, mas eu estou tentando, eu estou tentando.

Primeiro, preciso resolver o template, que já não aguento mais.

Segundo, que tentei escrever sobre The Descent e já quando estava lá pelo final, dei um jeito de perder o texto todo de alguma forma (sim, eu sou assim jeitosa com computadores) e isso me desmotiva que é uma barbaridade. Mas, você sabe, eu volto e faço uma análise profunda e ponderada, falo porquê tem suas qualidades, quais são seus defeitos, principalmente, os defeitos - como é ruim!*

*Desculpa, Jules.