Stranger Than Fiction

Bom filme, de verdade. Teria o potencial de ser um favorito, like, ever, mas ficou um pouco (bastante) longe de conseguir.

Gosto de como você se acostuma com pessoas pegando ônibus e como fica claro imaginar a cidade em que eles vivem como se você estivesse passando um tempo lá. Gosto das interfaces (minha amiga designer diz que se chama interface) com números e traçados geométricos.

Esperava um pouco mais do Will Ferrell, um pouco mais do Dustin Hoffman (porque gosto deles). Maggie Gyllenhaal faz Maggie Gyllenhaal. Não entendo a conexão entre a Queen Latifah e a Emma Thompson - quero dizer, entendo, Queen Latifah deveria ser o Morgan Freeman, o negro(a) que guia o branco(a) para o caminho da iluminação através da amizade, mas esse relacionamento nunca acontece de verdade. Emma Thompson está um pouquinho maluca demais. Nem todos escritores em crise ficam daquele jeito. Aposto que Salinger não é daquele jeito.

A coisa mais interessante no filme todo é quando Emma Thompson (não estou estragando nada) percebe que foi cruel com seus personagens, agora, pessoas reais. Talvez fosse mais interessante explorar esse lado da história, a escritora que literalmente dá vida, do que a criatura  que se descobre personagem. De qualquer forma, a mensagem (me sinto besta falando mensagem) do filme é bastante boa e querida e vou tentar me lembrar dela para todo o sempre: Cuide bem das suas criações.

1 Comentário »



  1. Foi o primeiro final sem graça justificado que vi. Eu sentiria um certo alívio, por matar uma personagem insossa.


    por Isabella Maddi — January 26, 2007 @ 9:01 pm


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